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segunda-feira, 7 de maio de 2012

sinal de fumaça

Cá estou na maior cara de pau pronta para me justificar pela 1354878 vez sobre o motivo de minha ausência nesta minha querida blogosfera.
Mas também concordem comigo aqueles seres que ainda habitam este blog que vezinha ou outra tentei forçar a barra e escrever qualquer coisinha ou coisona como sinal de vida.
Nem que seja uma música como representante de meu estado de espírito no momento ou  como tentativa frustrada de tentar descrever aqueles sentimentos mutantes que nem mesmo eu entendo. É ai que a palhaçada do escreve-apaga, escreve-apaga se prolifera.Porém, vale lembrar que alguns textos foram apagados somente por estarem mal-escritos e não por auto-calúnia. Não minha gente, a moça aqui é confusa, indecisa, extremista e às vezes bizonha mas não falta com a verdade.
É só uma questão de tempo(assim espero) e tudo voltará  ser como antes ou melhor do que já foi. 
 Acaba de pensar que aqueles textos apagados talvez sejam a cópia mais fiel de mim no momento. Ando assim, meio mal-escrita também, incompleta e com alguns errinhos de coerência.
E a todo momento tentando me entender num esforço tão parecido com a vontade de descrever o que ando vivendo por ai.INÚTIL!
Ando também um pouco egoísta, sem vontade de compartilhar cada experiênciazinha vivida. Como se compartilhar fosse retirar pouco a pouco a intensidade dos fatos.
Então eu vou vivendo assim, sentindo e observando. Vendo a banda passar e esperando ansiosamente a minha vez de sair pulando atrás do trio.
Prosseguirei observando cheia de expectativa as coisas se ajustarem e quando tudo estiver no seu devido lugar, prometo voltar, com um novo roteiro para compartilhar, desta vez farei questão. Hehe.
Aguardem as novidades, não demoro.
Vou bem ali viver um cadinho e já volto.
Beijo grande no coração!


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"Os fatos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles." - Lispector

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ah la la la la la la life is wonderful


A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição. - Aristóteles

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sonho de Í'carol

Voar voar, subir subir ir por onde for
Descer até o céu cair ou mudar de cor
Anjos de gás, asas de ilusão
E um sonho audaz feito um balão
No ar no ar eu sou assim brilho do farol
Além do mais amar no fim simplesmente sol
Rock do bom ou quem sabe jazz
Som sobre som bem mais bem mais
O que sai de mim vem do prazer
De querer sentir o que eu não posso ter
O que faz de mim ser o que sou
É gostar de ir por onde ninguém for
Do alto coração mais alto coração
Viver viver e não fingir esconder no olhar
Pedir não mais que permitir jogos de azar
Fauno lunar sombras no porão
E um show vulgar todo verão
Fugir meu bem pra ser feliz só no pólo sul
Não vou mudar do meu país nem vestir azul
Faça o sinal cante uma canção
Sentimental em qualquer tom
Repetir o amor já satisfaz
Dentro do bombom há um licor a mais
Ir até que um dia chegue em fim
Em que o sol derreta a cera até o fim ...
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"O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos. " (P. Coelho)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

...!

“— Por que não escreve mais?
— Não sinto.
— Não sente o que?
— Necessidade. Sabe, não transbordo mais amor.
— Achei que deveria saber.
... — O que?
— Não precisa sentir pra escrever. A gente escreve pra sentir. Pra viver outras vidas. É como se, pelo menos uma vez na vida, escolhêssemos o que vai acontecer e como vai ser. Escritor sem escrever é caneta sem tinta, página em branco. Deveria saber.”
— Pedro Rocha

terça-feira, 6 de setembro de 2011

perfil de um ser eleito

Ainda muito jovem era um ser que elegia. Entre as mil coisas que poderia ter sido, fora se escolhendo. Num trabalho para o qual usava lentes, enxergando o que podia e apalpando com as mãos úmidas o que não via, o ser fora escolhendo e por isso indiretamente se escolhia. Aos poucos se juntara para ser. Separava, separava. Em relativa liberdade, se se descontasse o furtivo determinismo que agira discreto sem se dar um nome. Descontado esse furtivo determinismo, o ser se escolhia livre. Guiava-o a vontade de descobrir o próprio determinismo, e segui-lo com esforço, pois a linha verdadeira é muito apagada, as outras são mais visíveis. Separava, separava.
Separava o chamado joio do trigo, e o melhor, o melhor se comia. Às vezes comia o pior. A escolha difícil era comer o pior. Separava perigos do grande perigo, e era com o grande perigo que o ser, embora com medo, ficava. Só para pensar com susto o peso das coisas. Afastava de si as verdades menores que terminou não chegando a conhecer. Queria as verdades difíceis de suportar. Por ignorar as verdades menores, o ser parecia rodeado de mistério; por ser ignorante, era um ser misterioso. Tornara-se uma mistura do que pensavam dele e do que ele realmente era: um sabido ignorante; um sábio ingênuo; um esquecido que muito bem sabia de outras coisas; um sonho honesto; um pensativo distraído; um nostálgico sobre o que deixara de saber; um saudoso pelo que definitivamente, ao escolher, perdera; um corajoso por já ser tarde demais e já se ter escolhido. Tudo isso, contraditoriamente, deu ao ser uma alegria discreta e sadia de camponês que só lida com o básico. E tudo isso lhe deu a austeridade involuntária que todo trabalho vital dá. Escolha e ajustamento não tinham hora certa de começar nem acabar, duravam mesmo o tempo de uma vida.Tudo isso, contraditoriamente, foi dando ao ser a alegria profunda que precisa se manifestar, expor-se e se comunicar. Passou a dar-se através da pintura. Nessa comunicação o ser era ajudado pelo seu dom inato de gostar. E isso nem juntara nem escolhera, era um dom mesmo. Gostava da profunda alegria dos outros, pelo dom inato descobrira a alegria dos outros. Por dom, era também capaz de descobrir a solidão que os outros tinham. E também por dom, sabia profundamente brincar o jogo da vida, transformando-a em cores e formas. Sem mesmo sentir que usava o seu dom, o ser se manifestava: dava sem perceber que a isso chamavam amor. O dom era como falta de camisa do homem feliz: como o ser sentia muito pobre e não tinha o que dar, o ser se dava. Dava-se em silêncio, e dava o que juntara de si, assim como quem chama os outros para verem também.Pouco a pouco o equívoco passou a rodear o ser: os outros olhavam o ser como uma estátua, como um retrato. Um retrato muito rico. Não compreenderam que para o ser, ter se reunido, fora do trabalho de despojamento e não de riqueza. Por equívoco, o ser era festejado. Mas sentir-se amado seria reconhecer-se a si mesmo no amor recebido, e aquele ser era amado como se fosse um outro ser. O ser verteu as lágrimas de uma estátua que de noite na praça chora sem se mexer. Nunca o escuro fora maior na praça. Até que de novo amanhecia e o ser renascia. O ritmo da terra era tão generoso que amanhecia. Mas de noite, quando chegava a noite, de novo escurecia. A praça de novo crescia em solidão. De medo, os que haviam elegido dormiam: medo porque pensavam que teriam de morar na solidão da praça? Não sabiam que a solidão da praça fora apenas o lugar de trabalho do ser. Mas que ele também se sentia só. O ser prepara-se a vida toda para ser apto ao lado da força da praça. É verdade que o ser, ao se sentir pronto assim como quem se banha com óleos e perfumes, notou que não lhe havia sobrado tempo para existir como os outros: era diferente sem querer. Alguma coisa falhara, porque, quando o ser se via no retrato que os outros haviam tirado, espantava-se humilde diante do que haviam feito dele. Haviam feito dele nada mais, nada menos, que um ser eleito. Isto é, haviam-no sitiado. Como desfazer o equívoco? Por simplificação e economia de tempo, haviam fotografado o ser numa única pose e agora não se referiam a ele, e sim à fotografia. Bastava abrir a gaveta para tirar de dentro o retrato. Qualquer um conseguia uma cópia que custava, aliás, barato.Quando diziam para o ser: eu te amo, o ser se perturbava porque nem ao menos podia agradecer: e eu? por que não a mim também? por que só ao meu retrato? Mas não reclamava pois sabia que os outros não erravam por maldade. O ser às vezes, por uma questão de solidão, tentava imitar a fotografia, o que no entanto terminou por torná-la mais falsamente autêntica. Às vezes ele se confundia todo: não aprendia a copiar o retrato, e esquecera-se de como era sem o retrato. De modo que, como se diz do palhaço que sempre ri, o ser às vezes, por assim dizer, chorava sob a sua caiada pintura de bobo da corte.Então ele tentou um trabalho subterrâneo de destruição da fotografia: fazia ou dizia coisas tão opostas à fotografia que esta se eriçava na gaveta. Sua esperança era tornar-se mais vivo que a fotografia. Mas o que aconteceu? Aconteceu que tudo o que o ser fazia só ia mesmo era retocar o retrato, enfeitá-lo.E assim foi indo, até que, profundamente desiludido nas legítimas aspirações, o ser morria de solidão. Mas terminou saindo da estátua da praça, com grande esforço, levando várias quedas, aprendendo a passear sozinho. E, como se diz, nunca a terra lhe pareceu tão bela. Reconheceu que aquela era exatamente a terra para a qual se preparara: não errara, pois, o mapa do tesouro tinha as indicações certas. Passeando, o ser tocava em todas as coisas e, mesmo solitário, sorria. O ser aprendera a sorrir sozinho.


Clarice Lispector

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Notícias do lado de cá.

E hoje estou na iminência de mais um resultado de provas.


E tamanha é a ansiedade que não consigo fazer nada de muito produtivo hoje, (tipo estudar, oi?) 
E o meu pé esquerdo já está para se desligar do meu corpo e sair andando sozinho de tanto “tic-nervoso.”
Se minha mais nova amiga - “a carioca” (e como ela gosta de me lembrar isso. Rá)-
me visse neste momento,  aposto que me diria:
“Pára com essa falta de sossego ai embaixo menina.” 
(Conheço meu povo. Rá)
Mas não estou desesperada, pois meu professor e também mais novo amigo Fernando  me disse outro dia "que a gente colhe o que que planta". (Jesus disse isso também? O.õ)
Então espero não ter somente jogado sementes na terra seca .

E agora tô aqui no pc tentando aliviar a tensão escrevendo um pouquinho sobre os últimos acontecimentos da minha vida durante estes meses em que estive parcialmente off-line.

Aff! Agora me lembro que há tanta coisa que não foi dita que sei nem por onde começo.
E estão me vindo a cabeça várias memórias de coisas que deveriam ter sido ditas aqui, mas que não foram e que agora já não tem importância.
É, eu bem sei que sou a rainha na arte de procrastinar. (não me orgulho disto!)
Então vamos lá, farei a lista dos acontecimentos mais importantes destes últimos meses. Mas vou logo avisando: Não espere grandes coisas como “pulei de pára-quedas OU pintei o cabelo de vermelho cereja.”


Vou começar...
- Minha tia, após 12 anos de casamento e algumas, na verdade foram muitas, tentativas teve seu primeiro bebê. Um príncipe, Israel. Lindão! (pra mim é o Rael da tia, ops... prima!)
E minha prima que também tinha dificuldades para engravidar também trouxe ao mundo nossa linda princesa: Sophia! (agora sim, a princesa da tia! hehe)
Ou seja, agora tenho um príncipe e uma princesa. As coisas mais cuts, mais fofas e mais dotosas da "tia". . (momento corujice!!)
Aliás, este papo de "tia" só me lembra ainda mais o fato de que estou ficando velha
É claro, eu estou sempre ocupando minha cabeça com caraminholas.
Então nestes últimos dias cismei que estou ficando velha. (Na verdade não é cisma, afinal,  pode o tempo voltar!? =S)
Mas o que me impressiona, é a velocidade com que as coisas estão acontecendo...
Meu pai fez 50 anos este ano. Diga-se de passagem --> Tá inteiraaaaaço meu coroa! (e com cedilha mesmo. Ruum!)

Minha irmã depois de muito enrolation está de casamento marcado. Agora vaaai, né maninha!?haha (ela vai me matar, eu sei)
Já tem  mais de um semestre que não tenho mais minha avó materna.
E alguns meses sem minha linda filha que também se chamava Sophia. (minha gatiênha, lembras?) Ela sumiu misteriosamente. E se não se importam, não quero falar sobre isso agora, conto detalhes de seu sumiço depois.Outro dia quem sabe... Ainda tenho esperanças de encontrá-la.

Quê. Eu?
 Ahhhh...
Sobre mim, nada de muito relevante para contar. Não tô grávida e muito menos de casamento marcado. Rá!!
Continuo na minha vidinha marrom. (marromênos, sakô?)
p.s a piada foi só para ratificar que não nasci para a comédia, porém não há dúvidas de que nasci para o riso. Dou uma ótima platéia, olha.
 Ainda to cumprindo aquela já conhecida rotina de estudos. Que ninguém gueeennta mais ouvir, e nem eu falar.
 Ahh, voltei a morar com meus pais - tipo, eu falei que tinha saído de casa, né? O.O - 
Se não falei vou falar agora. Não foi assim aquela radicalizada de adolescente (e eu nem sou mais adolescente, oÔh vida cruel!eu nem sequer briguei com meus pais(Amém, por isso). Foi por comodidade mesmo. Estava morando com minha irmã por um tempo, já que ela mora bem mais próximo do meu curso.
Mas agora to com meus Véios de novo. "Comidinha da mamãe é o que há!" 
Meu cabelo cresceu uns cinco centímetros, (sério, ta gandão assim Ô), e emagreci
Mais uns dois quilos desde a última vez que falei isto aqui.
(Tinham que ver meus olhos brilhando ao escrever isto, haha)
Acabo de lembrar que não falei isso também né? Mierda!o.O
Total: 7 quilos perdidos. E espero não reencontrá-los novamente. U.U
Porém, infelizmente tive que parar de correr por causa das provas que se aproximavam. Pretendo voltar logo.
Eu realmente estava (estou!) precisando de mais tempo para enfiar tanto cálculo na minha pobre caixola.
Já fiz a minha first prova das três as quais me comprometi em fazer este ano.
Que por sinal, é a que considero mais importante.
 Mas as "piores", ou melhores, dependendo do ponto de vista ainda estão por vir.
Porém, meu corpo já está pedindo "CALMA" como disse outro dia  a Danny Halliday
( escrevi certo? ieieoeie)
E minha mente , como diz minha mãe: "Tá só pela misericórdia."
No entanto. Continuo ca-mi-nhan-do e can-tan-do e se-guin-do a canção. Rá

No mais... aqui dentro do meu pacato e obscuro mundinho interior  anda tudo bem e na mais santa paz divina.Amém!
E , apesar de tudo e de toda essa correria do dia-a-dia, agradeço a Deus por todas as experiências que tem me proporcionado este ano.

Sei que ainda tem "muito chumbo grosso" pela frente. Haha

E vamúhh, que vamúhh!

PS. E vamos mesmo, pois o sinal acabou de tocar, e ele faz questão de sempre me trazer de volta para o mundo real.

Então...
Já que o dever me chama, e mesmo que meus dedinhos ainda estejam nervosos digitando sobre o teclado vou ficando por aqui.
Com saudade e gostinho de quero mais.

Xêro! *-*

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I'm here

Talvez este não seja o momento ideal para voltar a escrever. Visto que a inda não terminei por completo minha missão, sabe aquele velho de papo de estudar né? pois é...
Mas já estou a um passo de terminar.( E que os anjos do céu digam amém.)
Mas o cansaço todos os dias tem me batido a porta óóhh, danado. Não quer me largar mais.
Mas não vou entregar os pontos, não depois de já ter lutado tanto.
E vamos esperar para ver no que isso vai dar.
Mas não vim falar sobre isso, embora já se tenha ido um parágrafo inteiro.
Vim matar um pouquinho a saudade, e também uma curiosidade que já martelava em minha cabeça:
Ainda sei escrever?
Talvez este post não seja suficiente para me responder, mas estou me sentindo muito feliz por estar digitando cada letrinha nesse teclado. Já é um bom começo não?

Mas hoje é dia 02 de julho, e significa que já passamos da metade deste ano.
Estou empolgada com este novo semestre. Tenho planos megalômanos para este. Rá
Não sei se conseguirei cumprir todas as metas que fiz para este ano. Espero que sim.
Mas não ficarei triste caso me aconteça o contrário, pois muito tenho aprendido com tudo isso. Com o tempo e...
Isso já fez valer a pena!

Prometo que não demoro, e não demoro mesmo!

bjinhos!